Professor Allan comemora recuo da Reitoria da UFMT

J L Siqueira/ALMT

O Professor e deputado Allan Kardec (PDT) comemorou, nessa quarta-feira (16), decisão da Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em não aumentar até 31 de dezembro o valor da refeição no Restaurante Universitário (RU).  O recuo foi anunciado depois de audiência pública solicitada pelo parlamentar e que mobilizou diversos segmentos contra o reajuste de 500%.

“Essa decisão da Reitoria é uma vitória do movimento estudantil, professores, servidores técnico-administrativos e todos aqueles que lutaram contra o aumento e a favor do ensino público, gratuito e de qualidade”, afirmou Allan.

De acordo com anúncio encaminhado pela Reitoria ao movimento grevista e Diretório Central dos Estudantes (DCE) nessa terça-feira (15), qualquer reajuste no preço da refeição será debatido para valer somente a partir de janeiro de 2019. Antes da audiência realizada por Allan na semana passada, o aumento de R$ 1,00 para R$ 5,00 no preço do almoço e jantar seria imediato para todos os alunos.

“Vamos chamar governo do Estado, bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional e todos aqueles que podem contribuir no sentido de manter o valor e a universalidade do preço para todos os estudantes”, afirmou Allan.

Ele já defendeu isentar a UFMT do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas de energia elétrica, telefonia e água. O governo do Estado, no entanto, descartou a ideia que geraria economia de R$ 4 milhões por anos apenas no caso de energia.

A UFMT conta com cerca de 30 mil alunos, sendo 12 mil no campus de Cuiabá, onde são servidas diariamente 5 mil refeições.

“Esse aumento prejudicaria muitos estudantes, principalmente os de baixa renda e os que têm cursos integrais, pois fazem duas ou três refeições diariamente. Isso causaria um impacto grande, principalmente nesse momento que o ensino superior não é tão mais elitizado”, completa Allan. Aproximadamente 70% dos acadêmicos são de famílias com renda de até um salário-mínimo e meio.

Durante a audiência da semana passada, o reitor em exercício, Evandro Soares, admitiu que faltou diálogo com a comunidade ao tratar do assunto.