Padaria é nova frente de trabalho da penitenciária de Rondonópolis

No local, serão confeccionados pães, salgados, bolos e outros produtos para consumo dos próprios reeducandos

Padaria é nova frente de trabalho da penitenciária de Rondonópolis
Fernanda Nazário

A Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, localizada em Rondonópolis, terá uma nova frente de trabalho: a oficina de panificação. O local já está construído e recebeu nesta quarta-feira (04.06) os materiais que faltavam para o início dos trabalhos.

Convênios entre a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e o Departamento Penitenciário Nacional, na ordem de R$ 371,793 mil, permitiram a aquisição de fornos industriais, modeladoras de pães, geladeira comercial, batedeira industrial, mesas, fritadeira e liquidificador industrial, formas, vitrine, cilindro, kits salgado e panificação e também de 73 equipamentos (máquinas de diversos modelos) para a oficina de costura.

Contente com o investimento, o diretor da unidade Ailton Ferreira acredita que o novo espaço de trabalho, de quase 300m², será importante no processo de ressocialização dos reeducandos.

Para ele, muito mais que segregar, a missão do Sistema Penitenciário é tentar promover a melhoria da pessoa reclusa para que, quando ela progredir de regime, tenha condições de ter uma vida dentro da legalidade.

“E essas atividades laborais contribuem para isso, fazem com que diminua a reincidência criminal, porque conseguimos reinserí-lo na sociedade com dignidade e uma profissão. E é essa a nossa filosofia de trabalho”, afirma.

Com os materiais instalados, as atividades na padaria estão programadas para começarem no próximo dia 18 de julho, quando inicia um curso de panificação para 20 internos da unidade.

A capacitação terá a duração de três meses e será realizada pela Sejudh, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Prisional).

Conforme o assistente administrativo e responsável pelo setor de produção da unidade, Emanuel Carlos Rodrigues, após esse período de curso a proposta é designar alguns dos reeducandos que concluírem a capacitação para o trabalho na padaria.

“Eles serão remunerados e irão produzir salgados, pães, bolos, entre outros produtos para consumo dos próprios internos”.

Ateliê de costura

Além da padaria, a unidade também possui um ateliê de costura, onde 11 recuperandos trabalham. O local também foi incluido no pacote de investimentos nas atividades de ressocializacão da penitenciária e recebeu 13 máquinas de costura galoneira industrial; 12 máquinas interlock, 29 máquinas de overlock, 13 máquinas de costura reta; 11 facas ajustáveis para corte de tiras, 11 máquinas elastiqueiras, e ainda bebedouros elétricos de 20 litros e industriais.

O ateliê foi inaugurado em 2017 por meio de um convenio com o Instituto Mato-grossense de Algodão que cedeu maquinários e capacitou 25 recuperandos à época.

No local são confeccionados uniformes para os reclusos da unidade e de outras da região sul. Os trabalhos intramuros ainda incluem a marcenaria, serralheria e lavanderia que emprega de forma remunerada no total 40 presos.