Cuidados com o coração devem ser tomados desde a infância

ministério da saúde convoca o cidadão para que no novo ano o combate ao mosquito faça parte da rotina

No Brasil, uma pessoa morre por falha cardíaca a cada dois minutos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e esse número tende a crescer. Segundo a instituição, até 2040 poderá ocorrer 1,5 morte por minuto, com um crescimento de 250% no total de casos. Atualmente, as doenças relacionadas ao coração correspondem a 30% de todas as mortes do mundo. Uma das formas de prevenção e controle dessas enfermidades é a realização de exames laboratoriais para análise das taxas sanguíneas.

Para Roberto Cândia, cardiologista que integra o corpo clínico do laboratório Cedic Cedilab, a realização de exames preventivos para essas doenças deve ser feita cada vez mais cedo. “Os cuidados com o coração devem ser tomados ainda na infância. A dosagem de certos componentes do sangue, como glicose, colesterol e triglicérides deve ser feita aos 10 anos. Com um histórico familiar de doenças cardíacas, o pediatra pode solicitar um acompanhamento precoce”, afirma o cardiologista.

O especialista recomenda a realização anual desses exames laboratoriais a partir dos 18 anos para que o médico possa acompanhar a saúde do corpo. Por meio desses exames são identificas alterações precocemente, o que pode levar a um melhor tratamento, evitando quadros mais graves. “O perfil lipídico avalia a quantidade total de colesterol presente no sangue, tanto o LDL e o HDL. Além do colesterol, deve ser analisada a quantidade de triglicérides, glicose e a PCR. Sendo essa última, uma proteína que caracteriza uma maior predisposição a doenças cardíacas, sua alta concentração prediz um risco maior de alterações cardiovasculares”, detalha o médico.

Fatores de risco

Alguns grupos devem tomar ainda mais cuidado em relação à saúde do coração. Roberto Candia explica que homens, idosos e obesos apresentam maiores riscos em sofrerem problemas cardiovasculares. “Alguns fatores de risco não são modificáveis, como idade, sexo e histórico familiar, que é determinado pela genética que predispõe às doenças. Mas mesmo esses grupos podem influenciar na prevenção, por meio do controle dos fatores de risco modificáveis como tabagismo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e o controle das taxas sanguíneas”, ressalta Dr. Cândia.

A associação destes fatores acarreta em um aumento no risco do surgimento dessas doenças, porém de acordo com o especialista, os hábitos de vida de uma pessoa influenciam muito na saúde do coração, por isso, sugere um cuidado constante com alguns fatores. “Para evitar maiores problemas com a saúde do coração, o ideal é manter um equilíbrio entre alimentação, atividades físicas e controle da saúde”, conclui o cardiologista.