29 casos de síndrome respiratória aguda grave são notificados em Rondonópolis

mais de 70% dos trabalhadores não se exercitam regularmente

A Vigilância Epidemiológica do Município atualizou os dados de síndrome respiratória aguda grave em Rondonópolis em 2016. Agora são 29 notificações e destas, três mortes pelo agravamento. O primeiro caso foi registrado em fevereiro, 25 casos em março e mais três no mês de abril. Duas mulheres e um homem morreram. Uma mulher de 62 anos morreu em março e no mesmo mês um homem de 49 anos. Neste mês de abril, uma gestante de 25 anos também morreu.

Atualmente, dos 29 casos notificados, três pessoas continuam internadas. Um menino de três anos está internado em Cáceres com previsão de alta médica para a próxima sexta-feira (15). Um adolescente de 16 anos está internado na Unidade de Terapia Intensiva – UTI da Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis e um homem de 26 anos na UTI do Hospital Regional de Rondonópolis.

A última morte foi a da gestante de 25 anos, que estava internada na Santa Casa. A mulher estava com o acompanhamento de pré-natal em dia, havia feito ultrassom e tanto o bebê como a mãe estavam bem. O acompanhamento do pré-natal estava em andamento no Posto de Saúde Grande Conquista.

Dos 29 casos de síndrome respiratória aguda grave notificados, 26 pacientes tiveram exames coletados e enviados para análise em laboratório de referência nacional para verificar a causa da síndrome. O exame inclui a análise para o acometimento pela H1N1. Até o momento, nenhum resultado de exame chegou a Rondonópolis. As mortes também continuam sendo investigadas. Somente três pacientes não tiveram amostras coletadas para exames em função das condições que apresentavam e que não permitiam a coleta do material necessário para o exame.

Segundo o coordenador do Departamento de Saúde Coletiva, Edgar Prates, a atual gestão foca no interesse à saúde pública, capacitando a equipe, que é preparada para atuar com transparência na identificação e divulgação dos dados pertinentes aos agravos epidemiológicos. “Trabalhamos na busca ativa de casos, investigação e diagnóstico para dar respostas para os pacientes e familiares. Também temos o compromisso de informar com transparência a sociedade”, explica Edgar.

Os pacientes com síndrome respiratória aguda grave são acompanhados por infectologista, tanto no Pronto Atendimento – PA, que é a porta de entrada de urgência e emergência dos pacientes, como no Hospital Regional e Santa Casa.

Cuidados

Os cidadãos devem utilizar álcool em gel nas mãos, além de lavá-las com frequência e evitar aglomerações de pessoas como medidas de prevenção contra a gripe. E, em caso de gripe com febre alta e dificuldades para respirar o médico deve ser procurado com urgência.